quarta-feira, setembro 14, 2016

É no centro da defesa que mora o pecado



Hoje vai ser preciso muita paciência. Mas também circulação e variações rápidas de flanco e, sobretudo, jogadas de entendimento ao primeiro toque a tentar a progressão entre as linhas dos gigantes dinamarqueses. Não vai ser surpresa encontrar mais logo um bloco médio-baixo, mas convém também perceber que isto não pode ser só atacar. Temos de procurar condicionar ao máximo as habitais subidas dos laterais (atenção ao esquerdo...), o jogo aéreo dos atacantes e evitar cantos (por amor ao Casillas, evitem os cantos...).

É pacifico que vamos encontrar o habitual 4-4-2 "nórdico", com propensão ofensiva de ambos os laterais, mas é no centro da defesa que mora o pecado. Os centrais são bons no jogo aéreo mas vêm rotulados de fraquinhos na antecipação e nas abordagens do um-para-um. Quisesse o Brahimi jogar para a equipa, hoje, aqui estava uma boa ocasião para a sua estreia...

Finalmente, para quem gosta de historias  anotem: nascido na década de 90 da fusão entre dois clubes históricos da cidade de Copenhaga, o FC Copenhaga já tem 11 títulos de campeão nacional e sete taças do país (é o actual bi-campeão). Para chegar aqui, despacharam o Crusaders da Irlanda do Norte (9-0), depois o Astra (4-1) e, finalmente, o APOEL do Chipre (2-1). No campeonato, a equipa soma duas vitórias e três empates encontrando-se atualmente na segunda posição, com 18 pontos, os mesmos do líder, o Brøndby. Este ano reforçaram as "redes" com Robin Olsen (ex-PAOK); na defesa com os internacionais dinamarqueses Peter Andersen (lateral-direito), Joris Okore (central ex-Aston Villa) e Nicolai Boilesen (lateral-esquerdo, ex-Ajax) e no meio-campo Ján Greguš (FK Jablonec) e Rasmus Falk (Odense BK); e no ataque, Andrija Pavlović (internacional sérvio), mas venderam o ponta-de-lança abono de família dos anos anterior, Nicolai Jorgensen. Enfim, coisas sem interesse nenhum. Vamos é aos golos.

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