quarta-feira, setembro 21, 2016

Somos uns adeptos de merda



Hoje, O JOGO decide explicar-nos o que de mal se passa no nosso clube. Afinal, somos nós. Reparem nisto, pede: a nossa equipa remata mais do que a do Sporting e pouco menos do que a do Benfica e nos enquadrados com a baliza a diferença é muito pouco relevante. O Benfica faz 7,8, o Sporting 6,8 e nós andamos lá perto, 5,2 remates direitinhos à baliza. Parece até que os três pontos de distancia para o líder Benfica existem e são verdadeiros, mas temos de ver a coisa de outra forma: é o melhor arranque de sempre do Benfica (e perdoar) e o pior de sempre do Porto (e perdoar).

Na verdade, O JOGO não quer comparar o Tondela com o Braga ou com o Rio Ave ou o Real Madrid com o Copenhaga e muito menos com quantos adversários costumámos jogar. E não lhe falem de que andámos em pré-época desde Maio passado. O que nós queremos, os adeptos, sim, nós, é um Mitroglou no banco, o André Silva emprestado a rodar talvez na Académica e uma equipa importada "pronta a jogar". E porquê? No fundo, porque somos uns adeptos de merda e, por isso, toda uma edição para nos alertar para a necessidade de uma formação moral diferente, sob pena de se institucionalizar um Gulag 2.0 criminalizando a dissidência desportiva fora dos padrões hoje defendidos por um cronista habitualmente tão bom como o José Manuel Ribeiro (ver crónica abaixo).

A única coisa que O JOGO hoje não faz é proclamar o célebre "SOMOS PORTO", essa muleta discursiva de um NES à deriva quando na explicação de uma caricatura de equipa com dois centrais sofríveis a jogar com os pés, excesso de médios "6" e "8" e nenhum "10", ausência de alas dignos desse nome e com falta de um sinalizador experiente que dê tempo e espaço a André Silva para crescer. Se juntarmos isto à necessidade de receber "de volta" o Brahimi e, muito em particular, à falta de um modelo de jogo (já experimentámos todos e o NES não sabe, ainda, qual é o melhor), percebemos que hoje, na redação do jornal, foi apenas um dia mau.

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